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Início Os Orixás Bebidas e comidas
O uso de bebidas e comidas em obrigações aos Orixás


Comentário do Pai de Santo


Essas obrigações na Umbanda não têm fundamento, já que os Orixás não bebem e não comem.

O seu uso na Umbanda está sempre ligado aos seus enviados, que são normalmente os caboclos, os pretos velhos e os demais protetores.

É como se você recebesse em sua casa a visita de alguém que gosta e respeita muito. Você procurará conceder ou tratar bem a sua visita, servindo-a com a bebida ou a comida que gosta. Esse procedimento, no entanto, é apenas figurativo.
Na realidade os espíritos sejam Guias ou protetores também não necessitam comer ou beber. Quando o fazem, possuem sempre um objetivo no ato de comer ou beber e normalmente o fazem para apenas agradar às pessoas que lhes oferecem essas coisas, porém, quando nos pedem para comer ou beber algo, os guias da Umbanda tem sempre um objetivo sério com esse ato.

Certa vez observava a linha das crianças que estavam incorporadas no terreiro, num dia de festa.

Havia uma senhora, já vovó, que estava sentada em uma das primeiras cadeiras observando as crianças. Uma das crianças dirigiu-se a velha senhora e lhe ofereceu guaraná e uma cocada. A mulher recusou informando ser diabética e que estava proibida pelo seu médico de ingerir qualquer açúcar. A entidade insistia para que ela comesse a cocada e bebesse o guaraná.

Chamada a atenção para que não insistisse mais com aquela senhora, a entidade respondeu o seguinte:


- Tio, não fique bravo comigo, porque eu sei bem o que faço. A vovó não tem só essa doença, ela têm outras que doem muito. Quero que ela beba e coma o remédio que coloquei na cocada e no guaraná e prometo que o doce e o guaraná não vão fazer mal à vovó!


Como sempre foi nesses casos, o velho São Tomé falou mais alto na minha mente e perguntei àquela senhora se ela sentia dores.

A vovó informou que sim, principalmente nas pernas, pois estava se recuperando lentamente de uma violenta trombose. Ao ouvir essa afirmação, disse à vovó, para beber e comer sem medo de sua diabetes.

Na semana seguinte, a vovó voltou ao terreiro toda feliz, trazendo um pote com cocadas, feitas por ela mesma para presentear a criança. A trombose e seus desagradáveis efeitos haviam desaparecido na noite em que comeu a cocada e bebeu o guaraná.
Com essa história procuramos mostrar que sempre existe um objetivo na bebida e na comida, dentro de um templo sério.

Existem entidades que não aceitam beber ou comer, outras já solicitam essas coisas, mas nunca como regra.

O que devem ser evitado são os abusos: nossos templos não são botecos, desta forma o abuso de álcool deve ser evitado, mas nunca devemos recusar a bebida se uma determinada entidade a solicitar e explicar claramente o seu objetivo com a bebida.

Mas repetimos: os abusos devem ser evitados a qualquer custo.

A linha de baianos normalmente solicita o aguardente no final de seu trabalho, e sempre os atendi nesse sentido, mas com moderação. Na realidade, a entidade sabe quando deve parar e quanto deve usar da bebida, os excessos sempre partem do médium e nunca da entidade com que trabalha.
Não há porque comparecer a um local religioso e sair de lá pior do que quando chegou. Quando isso acontece, a culpa não é da entidade ou da Umbanda e sim, do médium fraco, que fantasia uma situação na qual quer mostrar que seus Guias ou protetores são mais fortes ou superiores que os demais, por esse motivo saem tontos do trabalho, alegando demandas sobre o terreiro ou sobre seus Guias.


São infelizes e insensatos.


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